Hoje toda aquela sensação estranha de
sentimentos menores me invadiu. Tomei meu café da manhã na varanda como nós
fazíamos, lembra? E lá fora fazia um frio, e um baita dia nublado e você sabe
como isso me deixa radiante, feliz talvez até seja a palavra.
Coloquei Cazuza pra tocar, enquanto os meus pés descalços deslizavam por todo o piso de linóleo, dancei com o vento contra o rosto e os olhos fechados, enquanto a voz sacana cantava "Eu ando tão down, tão down..." E realmente meu amor, eu ando mesmo tão down, mesmo agora diante dessa beleza diurna, e dessa intensidade descabida que os dias nublados sempre trazem com eles.
Fico repassando mentalmente as tuas historias tão absurdas aos meus ouvidos, fico pensando naquela camisa xadrez, no quanto a gente sorrio e discutiu sobre ela.
Coloquei Cazuza pra tocar, enquanto os meus pés descalços deslizavam por todo o piso de linóleo, dancei com o vento contra o rosto e os olhos fechados, enquanto a voz sacana cantava "Eu ando tão down, tão down..." E realmente meu amor, eu ando mesmo tão down, mesmo agora diante dessa beleza diurna, e dessa intensidade descabida que os dias nublados sempre trazem com eles.
Fico repassando mentalmente as tuas historias tão absurdas aos meus ouvidos, fico pensando naquela camisa xadrez, no quanto a gente sorrio e discutiu sobre ela.
Na sua incansável tentativa de fazer biscoitos, daquela mania estranha de trocar de roupa em cima da cama, uma peça a cada hora. De como você cantava I Will survive, com um inglês tão certinho no meio da noite pra me fazer sorrir. Das perguntas bobas, das respostas longas, do teu interruptor do lado da cama.
Detalhes que ninguém entende, e saber que você é a única pessoa no mundo que compartilha esses detalhes comigo, mas faz ter uma vontade absurda de ir eu mesma quebrar essas barreias que eu mesma levantei.
Mas é tarde demais, nos dois sentimos, porque agora passa da meia noite.
E eu sei, sei que anda recebendo visitas fora de hora, posso encontrar aquela garota bonitinha que puxa o chiii do chuveiro no teu sofá em plena quarta feira a duas horas da manhã, e você sabe o que ela quer, e você não vai deixar ela na mão. Porque você nunca deixa ninguém na mão.
Ou posso assim por acaso cruzar aquela porta, e te encontrar no mesmo sofá, comendo Doritos e tomando fanta uva, assistindo sei lá Star Wars e dizendo como um bom critico de cinema que esse é sem sombra de duvidas o melhor filme de todos os tempos. E eu vou duvidar, até chego a balançar a cabeça aqui.
Mas esse garoto só existe aqui ó, olha bem pra mim, existe na minha saudade, no meu coração mental.
Eu poderia te ligar pra contar essas coisas, mas não. Acho que já nem tenho mais o teu numero.
Busco na parte de trás no jeans em vão, não há vestígios de você.
Melhor assim ... E a gente? A gente sabe o porquê ...
Francilene Villa Nova - Suri.
DoceNostalgia@hotmail.com.br


